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Parauapebas

A PREFEITURA DE PARAUAPEBAS COMPROU AS LÂMPADAS DE ALADIN

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Em entrevista à tv nesta semana o prefeito Darci Lermen afirmou que temos 33 mil pontos de luz no município de Parauapebas. O que você, leitor, pensa sobre pagar R$3 mil reais por uma lâmpada colocada no poste em sua rua? Você pagaria? Mesmo sabendo que uma lâmpada de vapor de mercúrio custe 200 reais? A pergunta tem fundamento nos preços do contrato de lâmpadas de LED firmado pela prefeitura.

UMA LÂMPADA POR 3 MIL REAIS

É que se dividirmos o preço total do contrato (cem milhões de reais) pelo número de lâmpadas substituídas chegamos ao valor de três mil reais por cada lâmpada! É uma perspectiva pela qual podemos analisar se vale a pena a contratação. Mas tem outro mistério ainda: que fim estão levando as lâmpadas retiradas, para onde estão indo, que destinação está sendo dada a elas.

33 MIL LÂMPADAS NO LIMBO

São 33 mil lâmpadas retiradas e substituídas. Isto, multiplicado por 200 reais perfaz o valor de R$6.600.000,00 (seis milhões de reais). Aplicada uma taxa de 50% de depreciação teremos um valor de R$3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais) no limbo. Para onde estão indo estas lâmpadas, cujos valores cobririam o preço da construção de uma senhora escola, p. ex.?

VALEM MAIS DE 6 MILHÕES

Estarão recolhidas ao almoxarifado da prefeitura? O contratado está levando-as como se fossem suas? Foram vendidas a algum município menor? Irão, por acaso, a leilão? Ou estarão beneficiando propriedades particulares por aí? Se isto estiver acontecendo o contrato então não envolverá apenas os cem milhões in litteris mas compreenderá o valor inicial mais o valor do material substituído.

O TOTAL: QUASE 40 MILHÕES

Se de fato, como apontado no processo que corre na Justiça (ou ainda no MP, não estou certo) os mesmos serviços de iluminação a LED foram oferecidos com preços 30 milhões menores que os contratados e o município preferiu o preço maior sem qualquer justificativa, o prejuízo da PMP, somando-se o valor das lâmpadas retiradas, se ficam elas com a fornecedora, está próximo dos 40 milhões, não só de 30.

O PREÇO DE12 PRÉDIOS ESCOLARES

Assim se vê que somente com esta “jogada” estão indo para o ralo dinheiro que daria para construir 12 escolas do mais alto padrão para atender a quem mais precisa. Mas enquanto isto milhares de alunos estudam em galpões anacrônicos e impróprios, travestidos de prédios escolares, alugados de terceiros, onde as condições para as crianças são mais precárias do que se imagina.

A MENTIRA TEM PERNAS MÉDIAS

A exposição de malversações milionárias na administração de Parauapebas feita da tribuna da Câmara por um vereador mostra que nesta cidade a mentira não tem pernas curtas. São médias. Por que os desmandos levaram dois anos para serem mostrados ao povo. Mas estão sendo escancarados, mesmo apesar dos dezoito milhões anualmente gastos pela ASCOM para esticar suas pernas. Só deu para chegar até ao meio do caminho.

CONTRATO EM LÍNGUA ESTRNGEIRA

O vereador Elias da Construforte declinou em seu pronunciamento que além de tudo o contrato foi apresentado e assinado em Inglês. Mas não. Verificou-se que está escrito em Aramaico, uma língua arcaica e já morta. E que um sábio encontrado com dificuldade e incumbido da tradução já conseguiu decifrar até agora o cabeçalho do documento, que versa assim:

(SUJEITO A CURTO CIRCUITO)
“Contrato de compra e venda da LÂMPADA DE ALADIN, a original. O promitente vendedor entrega ao promitente comprador no ato da assinatura deste a legítima Lâmpada de Aladim com a qual o comprador amealhará de imediato uma incalculável fortuna. (E em letrinhas miúdas ainda consta o aviso: PERIGO. Esse negócio de eletricidade sempre está sujeito a curto circuito. É sempre arriscado)”.

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