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Parauapebas

Agente de trânsito Samaritano começa a ser julgado pela justiça

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Vestindo camiseta da Seleção Brasileira, o agente de trânsito Diógenes dos Santos Samaritano chegou algemado à audiência de julgamento e instrução no Fórum de Justiça de Parauapebas na manhã da última quarta-feira (7). Ele está preso desde o dia 31 de março deste ano, acusado de assassinar a esposa, Dayse Dyana Sousa e Silva, de 35 anos, em Parauapebas. Ela foi jogada da janela do andar de cima da casa em que os dois viviam junto com um filho ainda pequeno.

Poucos dias depois de sua prisão, Diógenes Samaritano foi mandado para o Centro de Recuperação Anastácio das Neves (CRECAN), mas a reportagem do CORREIO apurou que Samaritano foi trazido do CRECAN ainda na segunda-feira e ficou preso no quartel da Polícia Militar à espera da audiência de ontem, que começou por volta das 9h e se estendeu até a noite.

Na audiência de ontem, o juiz ouviu quase todas as testemunhas de acusação, faltando apenas uma que será ouvida junto com as oito de defesa, que foram arroladas por Samaritano, no dia 25 de setembro. Aliás, embora ele tenha ficado frente a frente com o juiz, o Ministério Público e a assistência de acusação, Samaritano também só será ouvido pelo juiz em 25 do mês que vem.

Até lá, serão realizadas as diligências faltantes para dar prosseguimento aos outros passos do processo, que culminará na audiência de pronúncia, que é quando ao Poder Judiciário decidirá se Samaritano irá ou não ao banco dos réus.
Durante a audiência, a assistência de acusação, na pessoa do advogado Ricardo Moura, requereu que o juiz determine ao Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves de Marabá a inclusão do laudo necroscópico do corpo da vítima nos autos do processo, o que até o momento ainda não havia sido inserido.

Embora o acusado tenha declarado, na época do crime, que a vítima se jogou da janela, os peritos dos CPC encontraram outro cenário no sítio dos acontecimentos. Segundo relatório obtido pelo CORREIO, os peritos declararam que no corpo da vítima havia vários elementos indicativos de agressões e que realmente não se tratava de uma precipitação, ou seja, ela não se jogou; “não se tratava de um suicídio”.

Correio de Carajás (Chagas Filho)

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