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Política

CIENTISTA POLÍTICO DIZ QUE IBOPE APRESENTA NÚMEROS “FORA DA REALIDADE” ELEIÇÕES 2018

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Institutos de pesquisas de opinião divergem consideravelmente nos números de pesquisas realizadas sobre a preferência de candidatos políticos, levantando a dúvida quanto a confiabilidade dos dados. Dornélio Silva, presidente do Instituto Doxa, expôs sua opinião diante dessa realidade.

Na última pesquisa de intenção de votos para governador do estado do Pará, apresentado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), o resultado apontou uma diferença de 32 pontos entre o primeiro colocado, Helder Barbalho (MDB) e Márcio Miranda (DEM). Já na pesquisa feita pelo Instituto Doxa, o resultado foi bem diferente, mostrando apenas 15 pontos de diferença entre os dois candidatos que seguem na liderança.

Para Dornélio, Ibope apresentou números que não condizem com a realidade. Em argumento, o presidente disse, “Essa é a oitava pesquisa estadual que a Doxa faz. Conhecemos muito bem nosso estado. Temos uma série histórica de pesquisas que dizem completamente o contrário do que o Ibope vem publicando. Quem tem que explicar esse percentual fora da realidade é o próprio Ibope”.

Dornélio diz que o candidato Helder já chegou a seu teto no que diz respeito a intenções de votos e que sua tendência é cair de forma progressiva. “. Além dos dados publicados pela Doxa, temos pesquisas internas que mostram já que o candidato Helder Barbalho chegou a seu teto. E agora começa a cair. É fato que qualquer candidato a cargo majoritário, que apareça em inicio de campanha já com índices altos (como é o caso de Helder Barbalho) tem grandes dificuldades de segurar esse índice. Seu crescimento será lento. E a tendência no decorrer da campanha é de cair. Exemplos temos muitos na história de campanhas paraenses”

Sobre as metodologias utilizadas em cada instituto, Dornélio afirma que o Ibope não pode garantir uma confiabilidade maior que o instituto Doxa. A Doxa trabalha com uma amostra em torno de 2.000 entrevistas, levando em consideração a distribuição dessa amostra pelas seis mesorregiões do estado. Com essa diversidade geográfica, cultural, o tamanho da amostra busca captar nos mais longínquos rincões paraenses a intenção do eleitor. Por isso, nossa margem de erro é bem menor do que a do Ibope. Quanto mais distribuímos nossa amostra no universo continental de nosso estado, nos aproximamos mais da verdade do que pensa o eleitor. O Ibope, por sua vez, entrevista apenas 812 pessoas, distribuindo 14 entrevistas na maioria dos municípios pesquisados. Só aumenta a amostra um pouco em Belém. Ananindeua, Santarém, Marabá, Castanhal. Nos demais municípios, o Ibope aplica apenas 14 entrevistas em cada município. O Ibope não se utiliza de uma amostra representativa. Portanto, com esse tipo de distribuição amostral, o Ibope corre grande risco dessas 14 entrevistas encontrarem bolsões de apenas um candidato. A Doxa vem adotando uma amostra representativa do universo estadual do Pará há mais de três eleições estaduais. Em todas elas, a Doxa vem acertando e mostrando a realidade tal qual pensa o eleitor paraense. Por isso, acreditamos muito mais na nossa metodologia do que a do Ibope”, conclui Dornélio.:Fonte Parazão Tem de Tudo

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